Calor representa ameaça silenciosa ao coração alerta cardiologista

Calor representa ameaça silenciosa ao coração alerta cardiologista

Com o verão de 2026 trazendo projeções de ondas de calor mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, especialistas alertam para os riscos cardiovasculares associados a temperaturas elevadas. O corpo humano ativa mecanismos de defesa como vasodilatação e suor excessivo para regular a temperatura, mas isso impõe uma sobrecarga significativa ao coração, especialmente em idosos, crianças e portadores de doenças crônicas:

“O calor extremo faz com que os vasos sanguíneos se dilatem para dissipar o calor, reduzindo a pressão arterial e forçando o coração a trabalhar mais intensamente, com batimentos mais rápidos e fortes. Além disso, a desidratação torna o sangue mais viscoso, aumentando o risco de formação de coágulos e eventos graves como infarto, arritmia ou acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o Dr. Jose Knopfholz, cardiologista e diretor de comunicação da Sociedade Paranaense de Cardiologia.

Estudos recentes, como os publicados na revista The Lancet, indicam que a mortalidade por causas cardiovasculares pode aumentar em até 11,7% durante exposições prolongadas a altas temperaturas, com impactos ainda maiores em grupos vulneráveis. No Brasil, ondas de calor recentes já demonstraram elevação nos atendimentos por taquicardia, fadiga extrema e complicações em pacientes com hipertensão ou insuficiência cardíaca.

Pontos de atenção principais:

  • Sintomas iniciais: Taquicardia, tontura, fadiga, dor de cabeça e confusão mental, sinais de que o organismo está em estresse térmico.
  • Grupos de risco: Idosos (com menor reserva hídrica), portadores de doenças cardíacas pré-existentes, diabéticos e hipertensos, que podem agravar sintomas rapidamente.
  • Complicações graves: Aumento do risco de trombose, arritmias, infarto e AVC devido à viscosidade sanguínea elevada.

Para prevenção,  Dr. Knopfholz recomenda medidas práticas:

  • Manter hidratação constante, bebendo água regularmente (pelo menos 2 litros ao dia, ajustando conforme orientação médica para quem tem restrições, como insuficiência renal).
  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, preferindo ambientes frescos e ventilados.
  • Usar roupas leves, chapéu e protetor solar.
  • Praticar atividades físicas em horários mais amenos e com moderação.
  • Monitorar sintomas e não interromper medicações cardiovasculares sem orientação profissional.

“Com o aquecimento global intensificando esses episódios, a prevenção é essencial. Pequenas atitudes diárias podem proteger o coração e evitar complicações graves”, conclui o cardiologista.

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