Acidente da  filha de Bárbara Evans serve de alerta para famílias em todo o Brasil, afirma a pediatra Lilian Zaboto sobre acidentes domésticos

Acidente da  filha de Bárbara Evans serve de alerta para famílias em todo o Brasil, afirma a pediatra Lilian Zaboto sobre acidentes domésticos

Uma corridinha animada pela casa, um tombo, e o que poderia ser rotina virou cena de preocupação, cuidado e prevenção em foco.

Os acidentes domésticos representam, ainda hoje, uma ameaça crescente à segurança das pessoas em seus lares. Mesmo momentos aparentemente inofensivos como uma corrida animada, uma escorregada inesperada podem resultar em ferimentos graves. O caso recente envolvendo a filha da influenciadora Bárbara Evans evidencia como situações cotidianas podem virar momentos de tensão.

Na manhã de terça-feira, 26 de agosto de 2025, a filha de 3 anos de Bárbara Evans, a pequena Ayla, sofreu uma queda correndo pela casa e acabou cortando o queixo, necessitando de pontos no local. O pai levou a menina ao posto de saúde antes mesmo de acordar a mãe, que só soube do ocorrido quando a criança já estava em casa, o que gerou desespero: “Estou até me tremendo, passando mal… meu coração tá palpitando”, desabafou a modelo nas redes sociais. Bárbara ressaltou que a filha não estava em crise ou birra, apenas correndo feliz, e elogiou sua coragem ao enfrentar o atendimento médico.

“O acidente com a filha de Bárbara Evans mostra que não existe casa 100% segura. Crianças são curiosas, exploram o ambiente e isso faz parte do desenvolvimento. Por isso, cabe aos adultos redobrar a atenção e adotar medidas preventivas para reduzir os riscos”, reforça Dra. Lilian Zaboto, medica pediatra.

Ela ainda completa: “Muitos pais só se dão conta da gravidade quando já estão no hospital. Mas a prevenção deve começar antes, no dia a dia, com pequenas atitudes que fazem toda a diferença. A informação salva vidas.”

Esse tipo de episódio não é isolado. Em 2024, o Brasil registrou 456 mortes em decorrência de acidentes domésticos entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
As principais causas incluem:

  • Riscos acidentais à respiração (como sufocamentos/engasgos): 213 casos

     

  • Afogamentos e submersões acidentais: 104

     

  • Exposição a corrente elétrica, radiação ou pressão extrema: 33

     

  • Quedas: 29

     

  • Exposição à fumaça, fogo ou chamas: 23

     

Além disso, a ONG Criança Segura alerta que mais de 100 mil crianças são internadas anualmente em estado grave, e mais de 3 mil morrem em consequência de acidentes domésticos. As quedas respondem por 47% dos casos, seguidas por queimaduras (19%) e intoxicações (3%). No período de férias escolares, os atendimentos aumentaram significativamente: foram 7.746 atendimentos ambulatoriais e 4.658 hospitalares em 2024, um crescimento de 21% em relação a 2023, além de 1.548 óbitos entre crianças de até 9 anos.

Por que isso importa?
A combinação de rotina doméstica, ambientes potencialmente perigosos e a natureza exploratória das crianças cria um cenário propício a incidentes que, em muitos casos, poderiam ser evitados com atitudes simples. Como demonstrado no acidente com Ayla, um momento de distração pode rapidamente se tornar um susto imenso.

A Dra. Lilian Zaboto, pediatra, alerta para algumas ações de prevenção:

Educação e sensibilização: mesmo quedas aparentemente simples podem exigir pontos. A prevenção começa com aumento da atenção e antecipação dos riscos.

Ações práticas recomendadas:

  • Utilize tapetes antiderrapantes e mantenha pisos secos e limpos.

     

  • Proteja quinas de móveis — principalmente em áreas de circulação de crianças.

     

  • Instale portões, grades ou redes de proteção em escadas, janelas, varandas e também em áreas de piscina.

     

  • Oriente crianças sobre os perigos das quedas e estimule brincadeiras seguras.

     

  • Evite o uso de andadores: eles estão entre as principais causas de acidentes em bebês próximos de 1 ano, frequentemente resultando em entradas no pronto-atendimento por traumatismo craniano e/ou outras lesões.

     

  • Ensine a equipe de cuidado (pais, babás, familiares) a agir rapidamente: manter a calma, avaliar a gravidade, buscar atendimento imediato se necessário.

     

  • Primeiros socorros básicos: saber quando imobilizar a vítima ou buscar socorro imediato pode evitar complicações graves, especialmente em quedas que afetem cabeça ou coluna.

     

O susto vivido por Bárbara Evans e sua filha Ayla ilustra com clareza algo que muitas vezes subestimamos: acidentes domésticos são mais comuns e mais sérios do que se imagina. Com atenção, prevenção e conhecimento básico de primeiros socorros, muitas tragédias podem ser evitadas.

Dra. Lilian Zaboto convida toda a sociedade, pais, cuidadores, educadores e profissionais de saúde a construir ambientes domésticos mais seguros e a transformar dados alarmantes em ações concretas de proteção.

 

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