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A influência da taxa Selic nos empréstimos brasileiros

Por A Fonte Magazine em 02/07/2024 às 12:14:31

A Taxa Selic é a principal forma - e a mais rápida - de o governo impactar a economia, uma vez que o juro influencia diretamente os mais diversos setores da economia.

A taxa Selic, considerada a taxa básica de juros, desempenha um papel fundamental no controle da inflação. Ela é utilizada para calcular os rendimentos de operações do governo federal, como o Tesouro Direto. Além disso, influencia os empréstimos e financiamentos oferecidos por bancos e instituições financeiras. Também serve como parâmetro para avaliar o custo de oportunidade de um investimento.

O Banco Central controla a taxa por meio da oferta e procura de títulos públicos, comprando ou vendendo os mesmos para garantir uma taxa adequada. Caso a taxa suba, os novos títulos são emitidos com base na nova taxa. Já os títulos antigos, passam a se ajustar à nova taxa.O mesmo ocorre com a queda, gerando flutuações nos preços de títulos pré e pós fixados.

Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros do país, a Selic, inalterada em 10,50% ao ano. Essa medida marca o encerramento de um ciclo de cortes iniciado em agosto de 2023, quando a Selic estava em 13,75%.

Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de maiores juros reais do mundo. O Copom é o órgão responsável por definir a Selic a cada 45 dias, com base na avaliação do cenário macroeconômico e dos principais riscos associados. A taxa Selic é referência para os demais juros da economia e influencia diretamente o custo do crédito, investimentos e poupança. A decisão do Copom é divulgada por meio de comunicado na internet e suas atas são publicadas posteriormente para maior transparência.

Em caso de alta da inflação acima da meta, a Selic é acionada para controlar os valores. Se mantendo acima, ela encarece a tomada de empréstimo e retira dinheiro de circulação. Isso leva a uma diminuição do consumo e aumento da oferta, baixando os preços.

Já se o nível de atividade está muito baixo, a Selic cai para facilitar a tomada de empréstimo e tornar a aquecer a economia. Com uma Selic baixa, empresas preferem se endividar para crescer com mais velocidade, e com isso empregam, contratam e compram mais.

Já a Selic Over é o que acontece na prática no mercado financeiro. Ela representa a média das operações realizadas entre as instituições financeiras diariamente. O termo "Over" vem de "overnight", que se refere a operações feitas em um dia e resgatadas no dia seguinte.

Hamilton Ribas da empresa Limite na Hora explica: "A taxa Selic over serve como referência para empréstimos de um dia entre bancos, que precisam manter 17% dos seus recursos no Banco Central. Se um banco estiver com menos dinheiro que o necessário, ele pega emprestado de outro banco que tem dinheiro sobrando, usando títulos públicos como garantia. A taxa de juros média desses empréstimos diários é a Selic over, calculada e divulgada diariamente pelo Banco Central, refletindo a taxa de juros praticada no mercado".

A taxa Selic, conhecida como a taxa básica de juros da economia brasileira, desempenha um papel crucial na vida financeira dos cidadãos. Quando a Selic está em alta, o custo dos empréstimos e financiamentos também aumenta. Isso significa que, ao adquirir um carro, uma casa ou mesmo ao utilizar o cartão de crédito, você enfrentará juros mais elevados.

Por outro lado, uma Selic alta pode ter um efeito desestimulante sobre o consumo. As pessoas tendem a adiar compras que poderiam ser financiadas a juros elevados, optando por esperar por condições mais favoráveis. Essa dinâmica impacta diretamente o mercado de crédito e o comportamento dos consumidores.

"Em resumo, a taxa Selic não é apenas um indicador econômico abstrato; ela afeta diretamente o bolso dos brasileiros, influenciando o custo do crédito e moldando as decisões financeiras individuais. Portanto, é importante acompanhar as mudanças na Selic e entender como elas podem afetar suas finanças pessoais", finaliza Hamilton Ribas da empresa de crédito Limite na Hora e especialista no assunto.

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